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NanoFantasia!

04/08/2009

nanofantasia

Pessoal, esse post demorou mas saiu! Finalmente posto aqui a menina dos meus olhos, o suplemento de Fantasia Medieval para NanoRPG, o NanoFantasia!! Esse suplemento, diferente dos outros, não saiu inteiramente da minha cabeça: ele veio de um cenário da minha mesa de jogo (eu, Danilo Lima e muitos outros nobres colegas, amigos, elfos, jogadores, bebedores de coca-cola e devoradores de quibes), um cenário que foi jogado por maravilhosos 3 anos, cenário que foi mudando de acordo com os atos de nossos personagens até a situação atual. Maravilhem-se com as pradarias da Valúria, os misteriosos bazares do Deserto de Mil Sóis, os fantásticos pessegueiros gigantes da Floresta Celestial, o brilhante ouro anão e a magia, que queima ardendo no interior de todos nós!! Divirtam-se agora com um conto inicial sobre o cenário, que se passa durante a Guerra dos Magos.

Nunca vou esquecer aquele dia, e provavelmente após eu contar essa história, meus filhos, e os filhos de meus filhos, nunca esquecerão também. E a própria Erdas nunca esquecerá.
As planícies de Bloodhaven estavam apinhadas de soldados, valorosos soldados com estandartes de senhores feudais, reis, duques, condes, sires, ornados em polidas armaduras e girando afiadas espadas no ar, indo ao encontro de um exército de negrume incomensurável: eram seres em mantos e trapos escuros e sujos, escondendo faces horrendas de uma deformidade inumana. Suas mãos traziam lâminas velhas e sujas, e por muitas vezes seus próprios dedos, com os ossos afiados como garras, eram suas próprias armas.
Os exércitos se chocaram num amálgama de morte. Cavaleiro em embate contra morto-vivo, e ninguém saberia quem iria vencer. Não daria pra saber.
Pelo menos, até a chegada do Rei-Bruxo.
Sua presença no campo de batalha era tamanha que um silêncio não-natural se fez em toda sua extensão, atraindo a atenção de vivos e mortos. Era um homem de estatura mediana, embora sua majestade tornasse-o assustadoramente alto; seus mantos vermelhos denotavam se aquilo não era cor do tecido ou sangue de inimigos. Quem poderia saber? As lendas sobre o poder e a crueldade do Rei-Bruxo eram lendárias. O mago então baixou seu capuz, deixando-se revelar um belo jovem de pele bronzeada, cabelos longos de tom prateado e olhos cor-de-mel brilhantes. Ele então ergueu seu dedo, moveu seus lábios em algo que foi ininteligível para mim, e então uma estranha fumaça fantasmagórica saiu do chão abaixo dele, e logo começou a correr pelo campo de batalha, atingindo soldado após soldado, derrubando-o imediatamente, numa velocidade incrível. Dado momento, a estranha fumaça pareceu duplicar-se, depois triplicar-se, como se estivesse se alimentando da própria vida dos cavaleiros para crescer e se multiplicar. Eis que a coisa fantasmagórica dirigia-se para meu lado do campo de batalha. Eu apertei forte minha lança, quando todo o campo de batalha parou para notar um imenso objeto caindo dos céus. O próprio Rei-Bruxo parou, o que desfez suas criaturas fantasmas. O que caía não era apenas um objeto, mas foi uma bola de fogo imensa que atingiu o campo de batalha naquele dia, matando diversos mortos-vivos na hora. A bola de fogo então se moldou numa forma humanóide, erguendo um gigante de 5 metros de altura. A imensa criatura olhou para o Rei-Bruxo, o que deu para perceber por uma fração de segundo o medo em seus olhos. O medo de algo familiar. O imenso gigante então caminhou até o necromante, desfazendo sua imensa forma no ar até restar um pequeno velho que estava em seu interior, um velho de mantos vermelhos como o do Rei, mas com um chapéu pontiagudo e um cajado ornamentado. Logo reconheci, era Wendigus, o Arquimago, protetor de todo o Reino da Valúria! O próprio campo de batalha havia parado para ver aquele momento. Os maiores magos de Erdas, frente à frente.
Nunca vou esquecer aquele dia, e provavelmente após eu contar essa história, meus filhos, e os filhos de meus filhos, nunca esquecerão também. E a própria Erdas nunca esquecerá.

-William de Blueriver,

soldado da 5a infantaria de Sir Margrave da Valúria,

relatos da Guerra dos Magos

2 Comentários leave one →
  1. 05/08/2009 13:42

    O conto ficou demais. Quase senti o vento gélido do campo de batalha no meu rosto… Parabéns cara! Depois conversamos sobre esse suplemento, o conto me empolgou. Abraços!

  2. Djamon permalink
    13/05/2010 20:57

    Esse conto ficou muito bom, fiquei tentado a conhecer o cenário, mas não consegui baixar, aparece esta mensagem – The file link that you requested is not valid. – agradeço se puderem me retornar c/ um link válido, quero conhecer melhor esse suplemento. Abçs

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